A propaganda política ficou medíocre

Cristovão Pinheiro - Marqueteiro Político

Em ano de campanha eleitoral um dos assuntos mais debatidos nas mídias sociais é a propaganda política, segmento da comunicação que visa facilitar a disseminação das ideias defendidas pelos candidatos, governo ou eixo político. Desta forma algumas questões são levantadas, tais como: o povo entende o que as propagandas políticas defendem? A comunicação tem evoluído com o passar do tempo e se tornado atrativa?

Para responder tais perguntas entrevistamos o marqueteiro Cristovão Pinheiro, que levanta questões interessantes em relação as formas tradicionais de montagem e disseminação da propaganda eleitoral brasileira.

Cristovão defende que a propaganda política precisa estar fundamentada de forma que possa ser compreendida por todo o povo, além de ser atrativa e dinâmica, e complementa: “mesmo com todas as mudanças no consumo de mídia, a propaganda política continua a mesma de 20 anos atrás. O que dá a entender que o tempo parou para o marketing político e esse padrão da mesmice foi transferido para a internet”.

Ainda no que diz respeito a evolução das redes sociais, responsáveis por gerar grande parte do conteúdo político, o especialista afirma: “O eleitor que vive totalmente conectado não enxerga qualquer atrativo na propaganda política rebuscada e desatualizada, aquela que na maioria das vezes é consumida apenas por aqueles que fazem parte do staff do político”. Ele explica que não é atoa o fato do eleitor deligar o rádio e a tv na hora da propaganda política, “ a propaganda eleitoral brasileira vive num cenário de mesmice”.

Por fim, o marqueteiro pontua: “os modelos de guia eleitoral e a propaganda em blocos são ultrapassados, apenas onerando as campanhas e trazendo poucos resultados, a propaganda deve se adequar a atualidade ou seguirá perdendo adesão do povo, fator importante para o sucesso em campanhas eleitorais”. 

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