Presidente da Câmara é criticado com projeções por agilizar votação de temas prejudiciais ao meio ambiente

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), foi alvo de críticas nesta quinta-feira (12) por sua condução de temas prejudiciais ao meio ambiente no Legislativo. Com projeções em prédios estratégicos de cinco capitais brasileiras, Lira foi apontado por entidades ambientais como o responsável por agilizar a votação de propostas nocivas à conservação ambiental como o Projeto de Lei da Grilagem e o Projeto de Lei do Licenciamento Ambiental.

A ação foi organizada pelo Observatório do Clima e ocupou a fachada de prédios em Belém, em Brasília, em Porto Alegre, no Recife e em São Paulo. Pela conduta considerada submissa aos interesses de Jair Bolsonaro, o político foi retratado pela rede de entidades como um boneco manipulado e recebeu a alcunha de “Lirinha, o fantochinho do presidente”. As mensagens projetadas alertavam: “Ele ignora todos os pedidos de impeachment”, “Ele está no centrão de toda a corrupção” e “Ele destrói as florestas e os povos indígenas”.

A manifestação ocorre na mesma semana em que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) divulgou seu mais recente relatório que aponta que a ação humana foi responsável por um aumento de 1,07ºC na temperatura do planeta.

O relatório apresenta um consenso científico de que é preciso haver uma imediata e profunda redução nas emissões de CO² e outros gases de efeito estufa para que o aquecimento de 1,5°C a 2°C será ultrapassado ainda neste século. Mesmo em um cenário em que o aumento permaneça limitado nesse patamar, eventos extremos como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais continuarão a ocorrer.

G1SP

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