sexta-feira, março 1, 2024
Economia

Produção da indústria fecha 2023 com alta de 0,2%

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial do país registrou um aumento de 1,1% em dezembro, marcando o quinto mês consecutivo de resultados positivos. Assim, a indústria brasileira encerra 2023 com um crescimento de 0,2%. Em 2022, houve uma queda de 0,7%. Esses dados foram divulgados nesta sexta-feira (2) no Rio de Janeiro, pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Esse resultado eleva a produção das fábricas para um nível superior ao período pré-pandemia, com um aumento de 0,7% em relação a fevereiro de 2020. No entanto, o setor produtivo ainda está 16,3% abaixo do maior nível já registrado em maio de 2011.

Apesar do fechamento positivo do ano passado, apenas nove dos 25 ramos pesquisados apresentaram crescimento na produção. Os principais destaques positivos foram observados nas indústrias extrativas, nos produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, e nos produtos alimentícios.

Por outro lado, algumas atividades apresentaram indicadores negativos, como veículos automotores, produtos químicos, máquinas e equipamentos, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, além de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.

Semestres distintos

Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, 2023 apresentou dois períodos distintos. O primeiro semestre foi caracterizado por um desempenho predominantemente negativo da indústria em geral, com uma queda de 0,3%. Já no segundo semestre, houve uma melhora no ritmo da produção industrial, resultando em um crescimento de 0,5%.

“Isso também se torna evidente quando observamos o indicador mês a mês em relação ao mês imediatamente anterior, com cinco meses consecutivos de taxas positivas, culminando com a expansão de 1,1% em dezembro. Com isso, o acumulado do ano, que ficou negativo em grande parte de 2023, passou para o campo positivo”, observa.

O pesquisador do IBGE explica que o resultado de 2023 é considerado praticamente estável, ou seja, um crescimento modesto. Entre os fatores que contribuíram para o desempenho da indústria, ele destaca o comportamento positivo do mercado de trabalho, com aumento na massa de rendimentos e inflação controlada, especialmente no segmento de produtos alimentícios.

Esta semana, o IBGE divulgou que a taxa média de desemprego do ano passado ficou em 7,8% – a menor desde 2014. Já a inflação oficial encerrou o ano passado em 4,62%.

“Vale destacar também a contribuição positiva das exportações, especialmente no que se refere às commodities [matérias-primas básicas negociadas com preços internacionais]. Também observamos ao longo do ano o início da flexibilização na política monetária com a redução na taxa de juros”, finaliza.

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